Trilho Cova da Moura – Intervenção teatral

Trilho “A Cova da Moura”, caminhada.

Trata-se de um percurso de âmbito histórico-cultural, inserido numa zona onde se registra a presença de marcas e vestígios de povos antigos (romanos, celtas, castrejos…), destacando-se as gravuras rupestres e a Cova da Moura.

No alto do Coto do Crasto, consegue-se ter uma boa vista da área envolvente, na qual sobressaem os vinhedos da casta Alvarinho, bem como algumas das principais quintas existentes no concelho de Monção.

Um dos pontos de atração deste percurso é a Cova da Moura, que lhe dá o nome, uma fresta no granito alvo de lendas e curiosidades, associada quem sabe à ocupação deste espaço e também a um petroglifo, a que muitos chamam serpente, numa laje no topo do monte chamado Castelo. Esta lenda da “Cova da Moura” é o mote para a intervenção teatral pela Filarmónica Milagrense (Associação Cultural Recreativa e Social) que se manifestará durante o percurso pedestre.

http://www.cm-moncao.pt/portal/page/moncao/portal_municipal/Turismo/trilhos/Cova%20da%20Moura.pdf

A Filarmónica Milagrense

A Filarmónica Milagrense – Associação Cultural Recreativa e Social é uma realidade com dezassete anos. Desde a sua fundação têm desenvolvido actividades diversificadas procurando ir de encontro de diferentes públicos‐alvo de forma a cativar e manter o interesse pelas tradições e, ao mesmo tempo, proporcionar a interacção entre gerações.

Tem a sua sede e instalações sociais e recreativas no lugar dos Milagres, tendo sido fundada a 1 de Dezembro de 1994, sobrevivendo com o apoio da Câmara Municipal de Monção, das quotas simbólicas dos seus sócios e do voluntariado de algumas pessoas do lugar.

O teatro tem sido a actividade que mais a tem projectado, e que tem vindo a exigir cada vez mais disponibilidade de todos. Foi também o teatro que a catapultou para uma dimensão que ultrapassa em muito o âmbito de Associação de lugar de freguesia. O gosto por fazer comédias “palhaçadas” como por lá se dizia vem de longe.

As mouras encantadas

As moiras ou mouras encantadas são espíritos, seres fantásticos com poderes sobrenaturais do folclore popular de portugal e da Galiza. São seres obrigados por oculta força sobrenatural a viverem em certo estado de sítio como que entorpecidos ou adormecidos, enquanto determinada circunstancia lhes não quebrar o encanto. Segundo antigos relatos populares, são as almas de donzelas que foram deixadas a guardar os tesouros que os mouros encantados esconderam antes de partirem para a mourama.

Em várias localidades portuguesas e galegas estas lendas são a lenha da fogueira cultural e do folclore nacional. As lendas descrevem as mouras encantadas como jovens donzelas de grande beleza ou encantadoras princesas e perigosamente sedutoras. Aparecem frequentemente cantando e penteando os seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, com um pente de ouro, e prometem tesouros a quem as libertar do encanto.

Podem assumir diversas formas e existe um grande número de lendas, e versões da mesma lenda, como resultado de séculos de tradição oral. Surgem como guardiãs dos locais de passagem para o interior da terra, os locais “limite”, onde se acreditava que o sobrenatural podia manifestar-se. Aparecem junto de nascentes, fontes, pontes, rios, poços, cavernas, antigas construções, velhos castelos ou tesouros escondidos.

Origem

Julga-se que a lenda das mouras terá a sua origem em tempos pré-romanos. As mouras encantadas apresentam várias características presentes na Banshee das lendas Irlandesas. Também na mitologia Basca, os Mairu (mouros) são os gigantes que construíram dólmens e os cromeleques e na Sardenha podemos encontrar os domus das Janas (casa das fadas).

Na Península Ibérica, as lendas de mouras encantadas encontram-se também na mitologia Galega e Asturiana. Na tradição oral portuguesa, as Janas são uma outra variante de donzelas encantadas.

Especula-se que o termo moura (moira) possa derivar da palavra grega “moira” (μοίρα), que literalmente significa “destino”, e das Moiras, divindades originárias da mitologia grega.

Outra corrente indica que a origem poderá vir das palavras celtas “mori”, que significa mar, ou “mori-morwen”, que designa sereia, provavelmente relacionando as mouras com as ondinas ou as ninfas, os espíritos sub-humanos que habitavam nos rios e nos cursos de água.

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