João Afonso

João Afonso (Portugal)

Nascido em Moçambique, em 1965, João Afonso tem sido um dos principais cantautores Portugueses da actualidade. Entre 1987 e 1995, participou, acompanhado por seu irmão António Afonso e pelo músico Sérgio Mestre, em inúmeras homenagens a Zeca Afonso, na sequência do vasto movimento de evocação da obra deste nome-maior da música portuguesa.

Uma fase que marca o primeiro ciclo do percurso musical de João Afonso, a culminar com a sua participação no projecto Maio, Maduro Maio, em parceria com José Mário Branco e Amélia Muge, apresentado, pela primeira vez, em Dezembro de 1994, num espectáculo no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, o qual foi editado num CD duplo, em 1995, que mereceu o Prémio José Afonso. Nessa altura, foi clara a sua opção pela música, tendo abandonado definitivamente a Faculdade de Agronomia de Lisboa, onde frequentava o 4º ano do curso de Agronomia Tropical.

O seu primeiro álbum a solo, MISSANGAS, produzido por Júlio Pereira, surgiu em Maio de 1997, tendo-lhe sido atribuído o título de Melhor Voz Masculina Nacional (Prémio Blitz, 1998) e uma nomeação para o Prémio José Afonso. O seu sucesso estendeu-se a outros países, tendo dado origem a edições em França (Verve/Polygram, 1998) e em Espanha (Resistencia, 1998).

BARCO VOADOR, o segundo álbum, produzido por José Carrapa, foi editado em Setembro de 1999, e veio confirmar João Afonso como um dos mais interessantes compositores e letristas da música portuguesa, reforçando, igualmente, a singularidade da sua voz.

Em Abril de 2002, o cantor edita, com o mesmo produtor, ZANZIBAR. O seu terceiro trabalho discográfico apresenta um complexo musical rico, no qual se destacam os jogos de vozes e a diversidade instrumental. O álbum foi posteriormente editado noutros países, como Espanha, França, Alemanha e Suécia, entre outros.

Em 2006, edita OUTRA VIDA. Neste quarto CD, João Afonso teve ao seu lado, como produtor, director musical e responsável pelos arranjos, João Lucas. Um outro caminho musical, com a introdução de instrumentos como o piano, guitarra eléctrica, bateria, contrabaixo, cavaquinho e clarinete.

Depois da afirmação individual do seu trabalho, assume, pela primeira vez, a maturidade musical e decide cantar as canções do tio. Assim, em 2007, com João Lucas, cria um recital a piano e voz intitulado UM REDONDO VOCÁBULO, somente com canções de José Afonso. Este trabalho é editado em Junho de 2009.

João Afonso participou no espectáculo comemorativo do Dia da Liberdade, assinalado em Almada, em Abril de 2009, integrado num concerto multimédia, nocturno e ao ar-livre. A emotividade deum universo sonoro revisitado e o simbolismo transmitido pelas imagens projectadas, com direcção musical e arranjos de João Lucas e com os intérpretes João Afonso, Filipa Pais, Sócrates Napoleão e Rita Lobo.

Entre diversos projectos e colaborações, o cantor participou, também, nos discos Janelas Verdes e Acústico, de Júlio Pereira, e Lua Extravagante, do grupo com o mesmo nome. Em Espanha, apresentou-se em diversos concertos com o cantautor Luís Pastor, interpretando temas dos dois e de Zeca Afonso.

A ligação à Galiza e a Espanha é muito marcada, desde o início da carreira de João Afonso. Além da participação regular em espectáculos e festivais, colabora, habitualmente com Uxía e Luís Pastor, dois cantores muito acarinhados pelo público espanhol. Paz de Santiago, um poema de Luís Pastor musicado por João Afonso (Por el Mar de mi Mano – Luís Pastor, 1998), e Aqui em baixo (Azul) (Danza das Áreas, Uxía, Virgin Records España, 2000) são alguns exemplos.

De salientar a sua participação no espectáculo de solidariedade realizado no início de 2003, em Santiago de Compostela, no âmbito do movimento Nunca Mais, plataforma criada para ajudar a enfrentar a tragédia ecológica e humana provocada na Galiza, pelo derrame de petróleo do navio Prestige. Este espectáculo, de grande emoção, reuniu mais de 10 mil pessoas e músicos como Fausto, Luís Pastor, Pablo Milanés, Paco Ibañez, Pedro Guerra, Uxía e Javier Ruibal, entre outros.

João Afonso participou, ainda, como compositor e intérprete em Uma estranha aventura, tema inserido no espectáculo Camões – A Grande Descoberta, construído em torno das viagens de Luís de Camões e que esteve em exibição no Pavilhão da Realidade Virtual, no Parque das Nações, em Lisboa.

Discografia (a solo)

Missangas (1997)

Barco Voador (1999)

Zanzibar (2002)

Outra Vida (2006)

Um Redondo Vocábulo (2009)

Discografia (em colaboração)

Maio Maduro Maio, com José Mário Branco e Amélia Muge (1995)

Janelas Verdes, Júlio Pereira (CNM, 1990)

Acústico, Júlio Pereira (Sony, 1994)

Voz & Guitarra, vários (1997)

Encontros, João Lóio (1997)

Novas vos Trago, vários (1998)

Por el mar de mi mano, Luís Pastor (1998)

La rosa de los vientos, Mestisay (1998)

Cantigas de Amigo, vários (1999)

O Cancioneiro do Niassa. Canções Proibidas, vários (1999)

Danza das areas, Uxía (2000)

Canções de Embalar, vários (2001)

A Ópera Mágica do Cantor Maldito, Fausto (Sony, 2003)

 

http://www.myspace.com/joaoafonsomusic

 

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